Fit cultural ou afinidade pessoal? Como evitar o viés na hora de promover
À medida que nos aproximamos do meio do ano, muitas empresas começam a estruturar as suas rodadas de promoção de cargo. É o momento em que os líderes se reúnem com o RH para decidir quem dará o próximo passo na carreira e assumirá novas responsabilidades. Historicamente, uma das justificativas mais usadas para aprovar (ou barrar) um talento nessas reuniões é o famoso fit cultural. Mas será que estamos usando esse termo da forma correta?
Em muitas organizações, o “alinhamento à cultura” virou uma desculpa perigosa para encobrir o viés inconsciente. É a tendência natural do ser humano de se conectar com pessoas que pensam, agem e têm histórias de vida parecidas com as suas. Quando o líder promove alguém simplesmente porque eles “se dão muito bem” ou torcem para o mesmo time, ele não está medindo cultura; ele está medindo afinidade pessoal. E isso é tóxico para o negócio.
A ilusão da falsa meritocracia
A síndrome do “mini-mim” — promover pessoas que são espelhos do próprio gestor — é a maneira mais rápida de matar a inovação e a diversidade nas empresas. Se todos na mesa de decisão pensam igual,