A cadeira vazia: se o seu melhor líder sair hoje, quem assume amanhã?
O fechamento de semestre traz consigo uma dinâmica muito peculiar no mundo corporativo. Assim como nos primeiros meses do ano, a transição entre junho e julho é um período clássico de altas movimentações de mercado. Avaliações são concluídas, ciclos de metas se encerram, bônus proporcionais muitas vezes são pagos e os headhunters da concorrência entram em ação com força total.
Diante deste cenário aquecido, o RH estratégico precisa fazer aos fundadores e diretores uma pergunta incômoda: se o principal gestor de vocês entregar a carta de demissão hoje, quem senta na cadeira vazia amanhã de manhã? Na grande maioria das empresas, a resposta para essa pergunta é um silêncio absoluto.
A síndrome do “insubstituível”
Muitas organizações operam em um estado de risco contínuo, dependendo quase que inteiramente do conhecimento tácito de um ou dois profissionais-chave. Eles concentram as informações, o relacionamento com os clientes e a tomada de decisão. Quando essas pessoas decidem buscar novos ares, o impacto não é apenas na folha de pagamento; é uma verdadeira crise de continuidade na operação.
O risco de perda de talentos é frequentemente subestimado. O RH e a alta gestão acreditam que “darão um jeito”