Mês do Orgulho: do “diversity washing” à segurança psicológica obrigatória
Junho é o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, um período em que o mundo corporativo costuma se encher de cores. Muitas empresas alteram os seus logotipos nas redes sociais, promovem palestras inspiradoras e distribuem brindes temáticos. No entanto, o mercado está cada vez mais atento e intolerante ao chamado diversity washing — a prática de usar a diversidade apenas como estratégia de marketing, sem oferecer suporte real no dia a dia.
Atrair talentos diversos com um discurso acolhedor e, meses depois, perdê-los porque o ambiente interno tolera “piadas” e microagressões é um erro que custa caro. Mas em 2026, a falta de proteção a grupos minorizados deixou de ser apenas um problema de engajamento ou reputação. Com a exigência legal de combate aos riscos psicossociais, garantir a integridade de todos os colaboradores tornou-se uma questão crítica de compliance.
A inclusão como pauta de segurança do trabalho
A consolidação da legislação trouxe uma mudança de paradigma irrefutável para o RH e para a Segurança do Trabalho. Quando falamos de prevenção ao assédio no ambiente corporativo, a discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero configura assédio moral e violência psicológica.