A armadilha da contratação rápida: por que o seu onboarding falha nos primeiros 90 dias
O segundo trimestre do ano costuma ser um período de forte aquecimento para o recrutamento. Com orçamentos aprovados e metas a todo vapor, os gestores pressionam o RH por preenchimento imediato de vagas. É neste cenário de urgência que muitas empresas caem na armadilha da contratação rápida: elas aceleram o processo seletivo, mas negligenciam a etapa mais crítica da jornada do profissional na empresa.
O resultado dessa pressa é um fantasma que assombra os indicadores do RH: o turnover precoce. Gastar tempo, energia e dinheiro para atrair um talento que acaba pedindo as contas antes mesmo de completar o período de experiência é um sinal claro de que o seu processo de integração está quebrado. Por que isso acontece e como reverter esse quadro?
A ilusão do primeiro dia
O maior erro de grande parte das organizações é tratar a integração de novos colaboradores como um evento de um único dia. O talento chega, recebe o notebook, assina os papéis do departamento pessoal, faz um tour para conhecer a máquina de café e… é jogado na operação para “aprender fazendo”.
Essa falta de estrutura destrói a experiência do colaborador logo de cara.